sábado, 18 de dezembro de 2010

Restaurante Zucchero e a fina arte de mal tratar clientes

Foto: El Kartel Krew - Outubro 2010.


Ora pois que esta semana vivi algo que sempre pensei impensável: ser incrivelmente mal-tratado num restaurante.

O local da chafarica em causa é o restaurante italiano Zucchero, situado na Rua Marquês Sá da Bandeira, nº 14 A-B, em Lisboa.

Ao decidirmos fazer um jantar de Natal da empresa, tão comum e normal nesta época, a escolha recaiu nesse que seria palco das situações mais insólitas por mim vividas nos últimos tempos (também com a vida monótona que tenho levado é normal....). Para não estar a ser muito maçador e visto que por mais que me esforçasse, nunca conseguiria descrever o que aconteceu, deixo aqui os factos mais relevantes, relatados em breves tópicos:

- Mesa marcada para as 21h30 e chegámos às 21h40; (grave da nossa parte mas quem nunca prevaricou neste aspecto que atire a primeira pedra. Se de facto nunca o fez e se tiver boa pontaria, peço que não o faça. Deixe estar...)

- Apesar de termos sido atendidos de imediato, as entradas e as bebidas chegaram perto das 22h20 (o pão d'alho e as sangrias, como sabem, é algo de muito elaborado na sua feitura e demora comó diabo)

- Foi nos dito que era escusado pedirmos pizzas, spaghetti ou fosse o que fosse que levasse CARNE, pois não havia... (Claro, num restaurante haver carne é algo que só faz sentido numa mente muito doentia como a nossa. E não, o restaurante não é vegetariano!)

- A comida lá começou a chegar a conta gotas, de modo a que quando uns estavam a acabar, os outros ainda estavam a começar. Mas lá está, isso até é normal, pois pode acontecer.

- O que não é normal acontecer é, estando 3 grupos nesse restaurante, o dono comece a mandar calar as pessoas e a mandar que se fizesse pouco barulho!! "Chhhhhiu! Façam pouco barulho!" Isto num restaurante e numa época de jantares de Natal, o dono mandar calar os clientes é algo de muito inovador!

- Fingindo que não ouvimos à primeira, o dono veio entregar-nos as sobremesas pessoalmente e repetiu a mensagem...

- De imediato perguntou quem queria cafés e ao trazê-los atirou com a conta (que ainda ninguém tinha pedido...) para cima da mesa dizendo "Vá, toca a pagar e a sair". Ao ir-se embora, deixando-nos a todos completamente estupefactos com o que estava acontecendo, passa pela porta da rua (a nossa mesa estava a 2 metros da porta da rua) e abre-a, fazendo com que o frio causado pelos 6º que se verificavam na altura em Lisboa, entrassem pela sala a dentro.

- Um amigo meu, levantou-se e foi fechar novamente a porta, fazendo com que o dono desse meia-volta e voltasse a abrir a porta.

- Esse meu amigo disse-lhe que a porta não podia ficar aberta, pois com o frio que estava iria ficar doente, ao qual o dito dono respondeu: "Não quero saber, não é problema meu. A porta fica aberta porque eu quero" Nesta altura pensei: "como está ultrapassada a técnica de ligar e fechar as luzes para as pessoas se irem embora! É muito mais fácil abrir a porta do congelador!"

- Estando incrédulos, o dono (sim o dono, um cretino arrogante com menos de 30 anos) começou a chamar-nos nomes, desde "anormais" a "peixeiros". Perante a pergunta se não precisava de clientes, respondeu-nos que não, ao qual nós gentilmente pedimos o livro de reclamações. Trouxe-o com uma calma de quem faz aquilo todos os dias, e ao preenchermos a reclamação, vimos que provavelmente aquele já não seria o primeiro exemplar, pois já estava bastante preenchido! E por aquilo que lê-mos das outras reclamações, aquela é a prática daquele sítio e já tinha havido quem tivesse sido pior tratado.

Portanto já sabem, se quiserem ser mal-atendidos e mal-tratados, restaurante Zucchero responde aos vossos desejos. Ah, já agora, não há multibanco e a factura é feita à mão! Muito Boooooom! :)

Numa altura de crise e em que há muita oferta, como é possível alguém agir desta maneira assim?

Perante isto, falar da comida é de somenos importância... Mas mesmo assim e se ficaram curiosos, não é nada de especial. Preço médio, com entradas, bebidas, sobremesa e café: 15 euros. O preço pelo atendimento é à parte :)

Um grande hasta a todos e boas férias!

Beijinhos e abraços a quem de direito! ;)

P.S - Peço desculpa pela minha ausência...

5 comentários:

MartaP. disse...

Fiquei mesmo de queixo caído. Realmente o dinheiro com certeza não deve ser problema para o dono do estabelicimento. Há com cada peça...

Anónimo disse...

Que Conto de Natal... Mas perfeito,fez muito bem em desabafar, se todos tomassem consciência de que tem que se falar mesmo, isso provavelmente não aconteceria com tanta frequência... Amei a dica...com certeza não vou a este lugar.Agora a Chamada ficou um espetáculo "a Fina Arte" 10.

Carlos Rangel disse...

MartaP.: Contado ninguém acredita... :S

Anónimo: Achei que devia contar o que se passou ao máximo número de pessoas para que não lhes aconteça o que me aconteceu. Só isso. Como consumidor pagador, acho que tenho alguns direitos. Um dos quais é ser bem tratado.

il Carrasco Piccoli disse...

Bem esse conto mais parece uma comédia de Natal. Li a tua revisão da matéria dada com uma cara de "Desculpa mas isso deve estar um pouco exagerado" e depois fui assolado por uma recordação que nem a medicação conseguiu apagar "Caraças eu estava ao lado dele no jantar e foi pior que isto!!" E foi mesmo assim, agora que me lembro do bácoro do dono do restaurante que facilmente seria abrangido pela retroactividade do aborto, caso essa existisse. Gostaria de deixar um pensamento de Natal para a mãe de tão caricata figura da vida animal no estabulo a que ele chama restaurante - "Porque é que não caiste pela escada abaixo quando esse merd#s ainda estava do lado de dentro da barriga?"

Carlos Rangel disse...

Il Carrasco Piccoli: Ahahahahahahaha O que tu me fizeste rir com este comentário :) Um grande abraço! Temos de por as tuas idéias em prática :)